O Museu Nacional do Iraque deve reiniciar sua atividade em Fevereiro após paralisação de quase seis anos devido à extorsão de sua coleção durante a invasão americana em 2003.
O museu receberá novamente o público apesar de ter perdido preciosos tesouros da civilização mesopotâmia, principalmente a estátua da menina suméria conhecida por Monalisa do Iraque.
Em declaração à Al-Jazeera, o porta-voz do Ministério da Cultura do Iraque, Abdul Zahra Talghani, disse que o ministério concluiu a reabilitação do museu e eliminou os efeitos do vandalismo praticado durante a queda do antigo regime iraquiano em 2003.
"convidamos um grande número de especialistas árabes, iraquianos e estrangeiros para assistir a cerimônia de abertura do museu e ver a coleção de achados arqueológicos... Definimos o dia 22 de fevereiro como data para a abertura.", informou Talghani.
Segundo o arqueólogo, Menem Salman, o roubo de antiguidades iraquianas continua, "as autoridades do governo foram capazes, na semana passada, de impedir o contrabando de 160 peças arqueológicas".
Salman acrescentou, "as antiguidades recuperadas dos cinco contrabandistas especializados em antiguidades continham selos cilíndricos, escritas em argila, e esculturas de homens e animais. Todas foram roubadas da província de Babel, onde a antiga cidade babilônica foi usada como base por tropas americanas em abril de 2003."
Outro perito, Muslem Inad, revelou que há grupos operantes especializados em roubo de antiguidades dos mais de 20 mil sítios arqueológicos do Iraque. Normalmente vendidas por altos preços nos países da região e no ocidente.
O diretor de antiguidades da província de Maysan, Adnan Hashim Hassouni, alerta que "há 380 sítios arqueológicos sem proteção na região, a maioria remonta a era dos Sumérios, Sassânidas e Abássidas, onde ainda há sinais de roubos”.
O Iraque conseguiu retornar 1.046 peças arqueológicas roubadas e contrabandeadas para os Estados Unidos, mas outras peças continuam a ser vendidas em leiloes ilegais.
Segundo especialistas mais de 10 mil achados arqueológicos foram roubados do museu nacional iraquiano desde o início da invasão americana.
com al-jazeera