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Os Concílios – onde são tomadas as difíceis decisões

 Imprimir Dimitrios Attarian | 14/08/2008 A | A
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Enquanto a Igreja se desenvolvia através da história, se deparou com numerosas e difíceis decisões, sempre solucionando suas dificuldades e tomando suas decisões para chegar a um consenso de opinião entre todos os crentes inspirados por Deus, dirigidos por seus respectivos cabeças, primeiro os apóstolos e logo, seus sucessores, os Bispos.

O primeiro Concílio Eclesiástico da história teve lugar na Igreja Apostólica para fixar as condições sob as quais os gentios, ou seja, os convertidos que não eram da fé judaica, poderiam pertencer à Igreja (Atos 15). Desde aquele tempo, e durante toda a história da Igreja, os Concílios foram convocados levando-se em conta todos os níveis da vida da Igreja, para se tomar decisões importantes. Os Bispos se reuniam regularmente com seus sacerdotes (presbíteros) e com os leigos, estabelecendo-se assim a prática e inclusive a lei, desde muito cedo na história da Igreja, que os Bispos de diferentes regiões deveriam reunir-se em concílios regularmente.

Em várias ocasiões, ao longo da história, foram convocados concílios de todos os Bispos da Igreja. Na prática não todos os Bispos puderam assistir a estes concílios e nem todos os concílios foram automaticamente aceitos e aprovados pela Igreja na sua Santa Tradição. Na Igreja Ortodoxa somente sete Concílios (alguns dos quais foram bastante reduzidos quanto ao número de Bispos assistentes) receberam aprovação universal de toda a Igreja. Chamamos estes, os sete Concílios Ecumênicos:

  1. Nicéia, em 325, formulou a primeira parte do Credo (profissão de Fé) e definiu a divindade do Filho de Deus.
  2. Constantinopla l, em 381, formulou a segunda parte do Credo (profissão de Fé) e definiu a divindade do Espírito Santo.
  3. Éfeso, em 431, definiu a Cristo como o Verbo Encarnado de Deus e a Maria como Mãe de Deus (Theotócos).
  4. Calcedônia, em 451, definiu a Cristo como verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem (duas naturezas perfeitas) em uma só Pessoa.
  5. Constantinopla ll, em 553, reafirmou a doutrina sobre a Santíssima Trindade e sobre o Cristo.
  6. Constantinopla lll, em 680, afirmou a verdadeira humanidade de Jesus Cristo insistindo, insistindo na realidade de sua vontade e ação humanas.
  7. Nicéia ll, em 787, afirmou a veneração dos ícones como expressões verdadeiras da fé cristã.

As definições dogmáticas (dogma quer dizer ensinamento oficial) e as leis canônicas dos Concílios Ecumênicos são inspiradas por Deus e expressam sua Vontade para com a humanidade. Assim, são fontes essenciais da doutrina cristã ortodoxa.

Além dos sete Concílios Ecumênicos, houve também outros concílios locais cujas decisões receberam a aprovação de toda a Igreja Ortodoxa considerando-se assim como expressões verdadeiras da fé e da vida ortodoxa. As decisões destes concílios são principalmente de caráter moral e estrutural, no entanto, também revelam o ensinamento da Igreja Ortodoxa.

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Monsenhor Dimitrios Attarian
Vigário da Catedral Ortodoxa Antioquina de São Paulo e secretário do Arcebispado. Ministra varios cursos de Ecumenismo e é professor de história e doutrina ortodoxa no Seminário da Congregação dos Legionários de Cristo em Itapecirica da Serra.
monsenhor@arabesq.com.br

COMENTÁRIOS
 
Nilton 17/03/2009 14:33:35
Muito interessante seu resumo da história dos concílios gerais, claro e conciso..

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