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AS FOLHAS DO CEDRO OU AS SOMBRAS DA CONSCIÊNCIA?

 Imprimir Arabesq | 02/08/2010 A | A
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Consciência Jeans

Em um texto denso de lugares, pessoas e (his)estórias, o autor SAMIR YAZBEK narra a estória de imigrantes árabes do Líbano no Brasil.

 O texto versa sobre o dilema enfrentado pelos imigrantes, principalmente do Oriente: não conseguir separar-se do passado e ao mesmo tempo, a incapacidade de abraçar o presente.

 As perguntas levantadas são dolorosas: quem somos, o que pretendemos e se a fuga do passado e do presente representa uma  alternativa real em uma existência fragmentada.

 O intelectual palestino Edward Said descreve os imigrantes em geral e os exilados, em especial, como os “fora-do-lugar”.  O lugar, como espaço físico e espiritual.  A experiência vivida por eles é descrita por Said como “ruptura incurável entre o Eu mais íntimo e um lugar primário, muitas vezes, imaginário”.

 Não há respostas no texto, apenas perguntas e questionamentos.

 O texto mexe com a ferida, a deixa aberta e não prescreve analgésicos.

 Há insinuação, apenas insinuação de que a solução encontra-se dentro de nós, na reconciliação com nossa consciência, que tantas vezes tentamos ignorar ou oprimir.

 A musicalidade da peça, que canta a perda, a saudade e as terras distantes, deixou minha alma nua, inquieta, trêmula e triste. Quantas transamazônicas restam mais para descobrir o sentido da minha vida, com sua complexidade passada e atual em um lugar que quero amar e longe do lugar que não quero esquecer?

 O dilema é enfrentado também pelos nativos da terra, não apenas pelos imigrantes, a questão básica da existência humana nesse mundo atual.  Um mundo sem alma ou mais precisamente um mundo de alma metálica.

 Para entrar no paraíso prometido desse mundo, você precisa renunciar a seu passado, sua tradição, as poucas certezas da sua vida, os arrimos que sustentam sua alma em troca de uma ilusão. E para acabar sua vida só.

 A peça e o texto são muito agradáveis, mas amargos. Tão amargos como um café feito ‘a maneira árabe: tem um gosto inesquecível, tocante, chocante, mas refrescante.

 Obrigado a todos os responsáveis, dos quais nomeio alguns: Samir, Hélio, Daniela, Gabriela, Marina, Mariza, Douglas etc pela felicidade triste, pelos calafrios que me causaram na alma!

    Abdel Latif Hasan Abdel Latif, palestino.

O texto versa sobre o dilema enfrentado pelos imigrantes, principalmente do Oriente: não conseguir separar-se do passado e ao mesmo tempo, a incapacidade de abraçar o presente.

As perguntas levantadas são dolorosas: quem somos, o que pretendemos e se a fuga do passado e do presente representa uma  alternativa real em uma existência fragmentada.

O intelectual palestino Edward Said descreve os imigrantes em geral e os exilados, em especial, como os “fora-do-lugar”.  O lugar, como espaço físico e espiritual.  A experiência vivida por eles é descrita por Said como “ruptura incurável entre o Eu mais íntimo e um lugar primário, muitas vezes, imaginário”.

Não há respostas no texto, apenas perguntas e questionamentos.

O texto mexe com a ferida, a deixa aberta e não prescreve analgésicos.

Há insinuação, apenas insinuação de que a solução encontra-se dentro de nós, na reconciliação com nossa consciência, que tantas vezes tentamos ignorar ou oprimir.

A musicalidade da peça, que canta a perda, a saudade e as terras distantes, deixou minha alma nua, inquieta, trêmula e triste. Quantas transamazônicas restam mais para descobrir o sentido da minha vida, com sua complexidade passada e atual em um lugar que quero amar e longe do lugar que não quero esquecer?

O dilema é enfrentado também pelos nativos da terra, não apenas pelos imigrantes, a questão básica da existência humana nesse mundo atual.  Um mundo sem alma ou mais precisamente um mundo de alma metálica.

Para entrar no paraíso prometido desse mundo, você precisa renunciar a seu passado, sua tradição, as poucas certezas da sua vida, os arrimos que sustentam sua alma em troca de uma ilusão. E para acabar sua vida só.

A peça e o texto são muito agradáveis, mas amargos. Tão amargos como um café feito ‘a maneira árabe: tem um gosto inesquecível, tocante, chocante, mas refrescante.

Obrigado a todos os responsáveis, dos quais nomeio alguns: Samir, Hélio, Daniela, Gabriela, Marina, Mariza, Douglas etc pela felicidade triste, pelos calafrios que me causaram na alma!

Abdel Latif Hasan Abdel Latif, palestino.

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