As forças de ocupação israelenses invadiram a mesquita Al-Aqsa em Jerusalém depois das orações de sexta-feira e entraram em confronto com os fiéis em diversos locais, o que causou dezenas de vítimas.
A tensão no local é crescente, os soldados israelenses utilizaram balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão de muçulmanos, e fechou todas as portas internas e externas da mesquita considerada o terceiro sítio mais sagrado para os muçulmanos no mundo.
O presidente da união de Jerusalém na autoridade palestina, Ahmed Al-Ruaidi, afirmou que os ataques recentes fazem parte de um plano israelense para se apoderar da mesquita e controlar definitivamente os bairros da Jerusalém oriental dedicados à comunidade árabe.
Apesar da dificuldade de entrada de ambulâncias na região, alguns palestinos feridos nos ataques foram transferidos para hospitais.
O Mufti de Jerusalém, o xeque Mohammed Hussein, confirmou que militares israelenses cercaram fieis na mesquita Al-Aqsa e impedem as ambulâncias de alcançar os feridos.
Ele apelou para o mundo árabe e islâmico para interferir com urgência na situação para salvar a mesquita, pois, segundo ele, o que ocorre agora confirma que o local sofre um risco real.
"Chegou o momento para o fim da ocupação... e o povo palestino não perderá sua causa justa e seu direito de existir em suas terras” sublinhou Hussein.
Este é o segundo confronto na região da mesquita em menos de uma semana.
Com al-Jazeera