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O Primeiro-Ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Israel não vai se retirar do vale do Jordão, a leste da Cisjordânia, mesmo com um acordo de paz com os palestinos.
A imprensa israelense citou declarações de Netanyahu, feitas nessa terça-feira diante da Comissão dos Assuntos Externos e de Segurança do Knesset, confirmando que a importância estratégica do Vale do Jordão torna impossível a sua devolução para os palestinos na ausência de medidas de segurança para impedir o contrabando de mísseis para a Cisjordânia, e considerou que era necessária a presença do Exército de Israel entre o rio Jordão e um Estado palestino, após sua criação.
A líder da oposição israelense do partido Kadima, Tzipi Livni, teria respondido que sob tal condição não será possível chegar a um acordo com os palestinos. Ela defendeu a criação de medidas de segurança, mas considerou inviável a reivindicação da presença israelense no local.
Netanyahu retrucou alegando que somente as medidas de segurança no território palestino fracassariam da mesma forma que fracassou em 2006 quando Israel se retirou do Líbano.
“Aparentemente você fica satisfeita com um acordo sobre medidas de segurança, mas eu prefiro medidas em campo" disse Netanyahu a Livni.
Com al-Jazeera
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