O Alto Comissariado das Nações Unidas para os direitos humanos pediu de Israel o imediato fim das expulsões de palestinos e das demolições de casas palestinas em Jerusalém Oriental, desabrigando milhares de árabes.
Um relatório do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários revelou a emissão israelense de cerca de 1500 ordens de demolição de casas palestinas, alegando que tinham sido construídas sem autorização em Jerusalém Oriental, podendo desabrigar mais nove mil pessoas.
O relatório é mais um sinal da crescente preocupação mundial quanto à política de assentamentos praticada por Israel em Jerusalém Oriental ocupada, desde 1967.
Criticas contra a política de demolições e de expansão dos assentamentos israelenses ilegais foram feitas também pela Secretária de Estado Americano, Hillary Clinton, durante visita a Jerusalém em março; e pelo enviado especial americano ao oriente médio, Robert Seri, que pediu o fim dessas práticas.
O relatório das Nações Unidas denuncia as exigências repressivas israelenses que dificultam para os palestinos a aquisição de licenças para construir suas casas legalmente.
Segundo o relatório, Israel teria confiscado mais de um terço da Jerusalém Oriental desde 1967 e construído assentamentos ilegais para mais de 195 mil judeus israelenses no território árabe ocupado. Aos palestinos só restaram 13% da região para a construção de novas residências. Desde 1967 Israel demoliu mais de 2000 casas palestinas no local, 670 delas desde o ano 2000.
Com agências internacionais